Blog do Pe. Carlos Alberto


Morre o filósofo Giovanni Reale



Varese (RV) – Um dos maiores intérpretes do pensamento antigo, o filósofo Giovanni Reale morreu na manhã desta quarta-feira, 15 de outubro, em sua casa na Província de Varese, norte da Itália. Ele tinha 83 anos.

Reale foi autor de contribuições fundamentais sobre os filósofos pré-socráticos, Sócrates, Platão, Aristóteles, Sêneca e Plotino. Escreveu a “História da filosofia grega e romana” em dez volumes. As suas obras foram traduzidas em 13 línguas, entre as quais o português. 

O filósofo era professor emérito da Universidade Católica de Milão, onde fundou o Centro de Pesquisas de Metafísica.

Desde 2005 ensinava na faculdade de Filosofia da Universidade “São Rafael”, sempre em Milão, onde criou o Centro Internacional de Pesquisas sobre Platão e sobre as raízes platônicas do pensamento e da civilização ocidentais.




(Fonte: site da radio vaticana)



Escrito por Pe. Carlos Alberto às 20h26
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A Rússia cristã está renascendo

Os abortos diminuem muito e milhares de igrejas reconstruídas: o embaixador Aleksej Komov fala sobre o seu país 25 anos depois da queda do comunismo

Por Luca Marcolivio

ROMA, 13 de Junho de 2014 (Zenit.org) - Talvez a Rússia do século XXI não será um paraíso na terra, mas é, sem dúvida, um exemplo de como o processo de secularização não seja  irreversível.

O dramático contexto da crise, ucraino-crimeiana, com a consequente propaganda anti-russa de muitos meios de comunicação ocidentais, lança uma luz ainda mais significativa sobre esta inversão de tendência em um país que, além de difundir o comunismo no mundo, foi tambem o primeiro a legalizar o aborto, experimentando ao longo de décadas, uma das mais assustadoras crises demográficas da história.

Com a administração de Putin, a Rússia começou a superar a China, tanto em termos econômicos, como em políticas familiares. Embora mantendo elevado o número dos divórcios (um de dois matrimônios fracassam), caiu vertiginosamente o número dos abortos: dos 4 milhões de 20 anos atrás aos 800 mil de hoje.

A Rússia é também um símbolo do renascimento cristão: as pessoas não só voltam a acreditar em Deus e irem à Igreja, mas o governo está financiando a reconstrução de muitos edifícios sagrados, demolidos durante a ditadura soviética.

Esta realidade, não muito bem conhecida na Europa Ocidental, foi ilustrada nas últimas semanas por Aleksej Komov, conhecido expoente pró-vida russo, que acompanhado pelo Diretor de Notícias Pro Life, Antonio Brandi, realizou uma turnê de palestras pela Itália, que terminou ontem com uma conferência a Peregrinos no ciberespaço, a reunião dos jornais católicos, que está acontecendo em Grottammare (AP).

Aleksej Komov, 42 anos e 5 filhos, trabalha para a Fundação "São Basílio, o Grande", uma das mais importantes da Rússia. Além do mais, representa a Comissão para a Família da Igreja Ortodoxa e é um embaixador do Congresso Mundial para as Famílias na ONU; esta última é a maior plataforma para as associações mundiais da família, presente em 80 países ao redor do mundo.

"Nos dias 10, 11 e 12 de Setembro desse ano, vamos realizar o Fórum do Congresso Mundial da Família em Moscou, primeiro no Kremlin, depois na Catedral de Cristo Salvador: convido os leitores de ZENIT a participar!", disse Komov abrindo a sua entrevista concedida a ZENIT.

ZENIT: Embaixador Komov, realmente parece que a Rússia esteja a caminho de se tornar o país líder na luta pela defesa da vida e da família ...

Komov: É verdade, a Rússia é provavelmente o único grande país que nos últimos dez anos, tem defendido os valores da família e os valores tradicionais no cenário internacional. Em nosso país passaram recentemente várias leis muito boas: por exemplo, desde o ano passado a propaganda do aborto é proibida, da mesma forma em que foram proibidas as propagandas de comportamentos homossexuais entre as crianças e entre os menores de 18 anos. Esta última normativa tem suscitado muitas críticas, especialmente entre os poderosos lobbies LGBT internacionais. É uma lei sobre a qual pesa muito a desinformação e as mentiras se pensamos que, na Rússia existem muitos lugares gays, a propaganda entre os maiores de idade é lícita e ninguém persegue os homossexuais. Trata-se só de proteger as crianças e este é um princípio fundamental. No que diz respeito às políticas familiares, na Rússia, a cada segundo filho, o governo concede 10.000 € para a família, enquanto que para o nascimento do terceiro filho, os pais têm direito à terra.

ZENIT: Você acaba de voltar de uma série de conferências ministradas na Itália. Acha que no nosso país exista uma boa sensibilidade para as questões da vida?

Komov: Graças a contribuição de Toni Brandi e Pro Vita Onlus, foi possível organizar um tour por dez cidades italianas que acabou de terminar. Nestes dias encontrei-me com vários representantes do movimento pró-vida na Itália, que me parece uma realidade muito sólida: as pessoas querem defender os próprios valores e o cristianismo. Porém, como em outros países do mundo, nos últimos anos há um ataque a esses valores. Uma minoria de 2-3% de ativistas LGBT emprega meios de comunicação altamente influentes, pretendendo impor um estilo de vida não saudável a uma população que é 90% contra.

Na Rússia, pelo contrário, há esta aproximação aos valores tradicionais. Somos um país que por 70 anos tem sofrido com a ditadura comunista: sabemos, portanto, o que significa viver em um país sem Deus. Queremos, assim, compartilhar a nossa experiência de defesa destes valores, com os nossos irmãos e irmãs na Itália e em outros países.

ZENIT: Como está se manifestando o renascimento espiritual e cristão na Rússia?

Komov: A Rússia é cristã por mais de um milênio e o cristianismo penetrou muito profundamente no coração e na alma do país: um patrimônio que não se dissolveu nos 70 anos de comunismo e de perseguição anti-cristã, durante os quais tivemos milhares de mártires que agora estão orando por nós e que nos estão ajudando a reerguer a Rússia. Nos últimos vinte anos reconstruimos mais de 30 mil igrejas e cerca de 800 mosteiros: um fato verdadeiramente surpreendente.

ZENIT: O Papa Francisco está tentando fortalecer o máximo possível o diálogo com as igrejas ortodoxas, iniciado pelos seus antecessores imediatos. Qual é a sua visão desta aproximação ecuménica? Uma reconciliação é possível?

Komov: Os católicos e os ortodoxos devem, sem dúvida, estar mais juntos entre si, cooperando para a defesa da vida desde a concepção até a morte natural, na defesa da comum civilização cristã que hoje está sob ataque. A Europa tem de respirar com "dois pulmões", sendo o catolicismo e a ortodoxia os dois pulmões da Europa. Espero, portanto, que haja sempre mais diálogo e cooperação, embora será Deus a determinar quando as duas igrejas estarão unidas novamente: esperemos que aconteça rápido, certamente não dependerá de nós seres humanos, já que se sedimentaram muitas diferenças em mil anos. De qualquer forma, será a vontade de Deus que encontrará um modo para realizar esta reconciliação. (Trad.TS)




Escrito por Pe. Carlos Alberto às 18h53
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Escrito por Pe. Carlos Alberto às 11h00
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Os Mundiais, uma oportunidade de promover a paz, mas quantas expectativas frustradas
O card. Scherer, arcebispo de São Paulo, prevê novos protestos e explica os esforços da Igreja contra o tráfico de pessoas e a exploração sexual

Por Redacao

ROMA, 12 de Junho de 2014 (Zenit.org) - Sobre o povo brasileiro, fala de uma profunda "insatisfação por causa das muitas expectativas frustradas", o cardeal Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo, a cidade brasileira onde nesta tarde, às 17h00 vai começar a Copa do Mundo.

"As expectativas eram enormes – explica o cardeal à agência Misna -. Fomos informados de que a Copa do Mundo deixaria um legado que permaneceria. É verdade, os estádios foram construídos, bem como algumas das infra-estruturas. Mas vemos pouco. E pouco se tem investido em políticas sociais. As pessoas não vão todos os dias para o estádio. Todos os dias, irão, sim, à escola, terão que viajar, pedir assistência nos hospitais".

O Cardeal afirma que "haverá protestos", também durante o torneio, por causa da "insatisfação por causa das muitas expectativas frustradas." "Como bispos, estamos preocupados. Pedimos que o governo respeite o direito de manifestação", diz o Card. Scherer.

As dioceses do Brasil estão comprometidas na acolhida. “Acolheremos os torcedores nas nossas igrejas e nas nossas comunidade”, explica o cardeal. Os religiosos também se comprometerão na luta contra o tráfico de pessoas e da exploração sexual. "Em todas as doze cidades que sediarão o torneio - diz o arcebispo de São Paulo - foram criados lugares onde se vigiarão estes fenômenos, denunciando, mas também dando abrigo a quem precisa"

Para o card. Scherer as Copas “são um grande momento para promover a paz”. Por isso “como Igreja nos comprometeremos ainda mais contra qualquer forma de discriminação racial. Estaremos atentos à promoção da pessoa. Vivemos esse momento não somente como festa, mas também como ocasião de compromisso”. (Trad.TS)



Escrito por Pe. Carlos Alberto às 16h02
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12/04/2011

PODER MIDIÁTICO

por Dom Sergio da Rocha
A importância dos meios de comunicação social tem sido cada vez mais reconhecida, seja dos meios tradicionais como rádio, televisão e revistas, seja das novas mídias sociais. É grande a influência dos meios de comunicação social na vida das pessoas e da sociedade, ditando padrões de comportamento, condicionando o modo de se pensar, falar, vestir, comer, divertir-se, etc. Na atual sociedade midiática, o poder da comunicação social chega a ser tão grande que aquilo que não está mídia é como se não existisse. O poder midiático tem se intensificado, ampliando-se com as novas formas de comunicação através da internet, as novas mídias sociais, campo em contínua mudança, alimentado pelas inovações tecnológicas, que leva a pensar que quem não está conectado está fora do mundo. Estão aí os blogs, o Twitter, o Facebook, o Orkut e o YouTube, ao alcance de uma multidão incontável de internautas, que compartilham idéias, perfis, fotos, vídeos e comentários dos mais diversos. Embora possam favorecer a interação entre as pessoas, as novas redes sociais, os sites de relacionamento, se não forem devidamente utilizados, podem ocasionar uma série de problemas como o isolamento num mundo virtual, com a conseqüente fuga da realidade e a incapacidade de se estabelecer relacionamentos humanos face a face. As novas redes sociais fascinam muita gente, especialmente, jovens e adolescentes, permitindo a comunicação rápida e imediata, de alcance ilimitado. Por serem alimentadas pelos próprios usuários, as novas mídias sociais fazem emergir um aspecto em grande parte novo do poder midiático: o poder dos internautas, especialmente, dos usuários dos “sites” de relacionamento. Empresas, instituições culturais, escolas, organizações políticas e religiosas, têm empregado os recursos da internet, reconhecendo o seu altíssimo potencial de interação, divulgação e influência social. Especialistas têm apontado o papel das novas mídias no movimento político que se desenrola na Tunísia, no Egito e em outros países. A tendência em bloquear o acesso à internet, em regimes ditatoriais, é sinal de que ditadores temem o poder de internautas.
A importância da internet tem sido reconhecida pelo Papa Bento XVI, especialmente em suas mensagens para o 44º e o 45º Dia Mundial das Comunicações Sociais. Nelas, o Papa se refere a aspectos positivos das novas mídias na promoção da comunicação e do diálogo entre as pessoas, destaca as oportunidades que as novas mídias representam para a evangelização no mundo de hoje e alerta para os problemas que decorrem do mau uso destes novos recursos, estimulando a vivência da verdade, da autenticidade e o testemunho da fé cristã, neste novo areópago.
O poder das novas mídias não está acima do bem e do mal. Com freqüência, têm surgido denúncias de mau uso da internet e casos comprovados de sua utilização criminosa, exigindo maior atenção e prudência. É fundamental, em primeiro lugar, a postura responsável dos próprios internautas e usuários de redes sociais, especialmente, dos pais, educadores e formadores de opinião. Além disso, é preciso o empenho dos que zelam pela justiça e segurança pública na defesa da vida, da dignidade e dos direitos das pessoas, frente ao uso indevido da internet. Possam as novas mídias sociais contribuir para a construção de um mundo mais justo, fraterno e solidário, contando com o testemunho cristão dos internautas.


Escrito por Pe. Carlos Alberto às 15h18
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Impressionante como Deus chama de diversos modos! Veja o video!



Escrito por Pe. Carlos Alberto às 09h18
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Arquidiocese do Espirito Santo lança campanha para ajudar vítimas das chuvasCompartilhar

O Secretariado de Pastoral da Arquidiocese de Vitória iniciou uma campanha de solidariedade. A campanha visa a arrecadação de alimentos não perecíveis, roupas de cama e de banho e vestimenta em bom estado de conservação.

por Marcos Beltramin (Portal RCR ), dia 23/12/2013 às 09:25
Arquidiocese do Espirito Santo lança campanha para ajudar vítimas das chuvas

Durante coletiva de imprensa realizada na última sexta-feira, 20, o arcebispo D. Luiz Mancilha Vilela, manifestou os seus votos natalinos e pediu que as pessoas e comunidades não percam a esperança às vésperas da celebração do Natal.  

"Neste momento vivemos um estado de calamidade no Espírito Santo, são mais de 18 mil pessoas passando por necessidade, e o Natal, pelo fato da proximidade de Deus, é a certeza de um futuro feliz. É tempo de esperança. Então eu gostaria de desejar a todos um Feliz Natal com essa tonalidade: que não percamos a esperança. Estamos sofrendo sim, muitas vezes por causa do desrespeito a natureza. Muitas vezes nós não respeitamos o direito dos córregos, dos rios, então acontecem todas essas coisas".

"O sofrimento está aí, muitas famílias estão sofrendo, nas ruas das grandes cidades e também das cidades do interior. A gente quer desejar um Santo Natal, abençoado Natal, cheio de esperança, em lágrimas, mas o futuro é bom, o futuro é garantia de felicidade para todos. Desejo que Deus esteja bem próximo ao seu coração, no coração de cada família, porque é daí que nós vamos ter um mundo melhor. É a partir de uma transformação do nosso coração, do coração de nossa família que nós vamos fazer com que o mundo seja melhor, o mundo não vai ser melhor sem essa prioridade, a pessoa, a família e a comunidade. Espero que em cada paróquia todos façam o maior esforço para colaborar para que estas pessoas sejam assistidas com muita caridade. Tenho certeza que todos os lugares e municípios a Igreja está empenhada, estão se organizando.  A caridade é uma realidade em nossas 1025 comunidades", completou. 

O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, decretou situação de emergência em todos os 78 municípios do Estado, e informou que as chuvas já fizeram cinco vítimas fatais. Segundo a Defesa Civil do Estado, mais de 20 mil pessoas precisaram deixaram suas casas. O boletim do Departamento de Estradas e Rodagem apresentou um número de 20 rodovias com pontos de alagamento, queda de barreiras ou erosão de pistas.

As doações podem ser entregues na Cúria Metropolitana, de segunda a sexta-feira, de 8h às 17h, que fica na rua Soldado Abílio dos Santos, 47, Cidade Alta, Vitória (ES). Mais informações podem ser obtidas pelo telefone: (27) 3223-6711. 

RCR/Arquidiocese Vitória



Escrito por Pe. Carlos Alberto às 08h39
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Nota da CNBB: "Ouvir o clamor que vem das ruas"

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cnbblogoOs bispos manifestam "solidariedade e apoio às manifestações, desde que pacíficas, que têm levado às ruas gente de todas as idades, sobretudo os jovens". A presidência da CNBB apresentou a Nota em entrevista coletiva e o documento foi aprovado na reunião do Conselho Permanente concluída na manhã desta sexta-feira, 21 de junho.

Leia a Nota:

Ouvir o clamor que vem das ruas

Nós, bispos do Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reunidos em Brasília de 19 a 21 de junho, declaramos nossa solidariedade e apoio às manifestações, desde que pacíficas, que têm levado às ruas gente de todas as idades, sobretudo os jovens. Trata-se de um fenômeno que envolve o povo brasileiro e o desperta para uma nova consciência. Requerem atenção e discernimento a fim de que se identifiquem seus valores e limites, sempre em vista à construção da sociedade justa e fraterna que almejamos.

Nascidas de maneira livre e espontânea a partir das redes sociais, as mobilizações questionam a todos nós e atestam que não é possível mais viver num país com tanta desigualdade. Sustentam-se na justa e necessária reivindicação de políticas públicas para todos. Gritam contra a corrupção, a impunidade e a falta de transparência na gestão pública. Denunciam a violência contra a juventude. São, ao mesmo tempo, testemunho de que a solução dos problemas por que passa o povo brasileiro só será possível com participação de todos. Fazem, assim, renascer a esperança quando gritam: “O Gigante acordou!”

Numa sociedade em que as pessoas têm o seu direito negado sobre a condução da própria vida, a presença do povo nas ruas testemunha que é na prática de valores como a solidariedade e o serviço gratuito ao outro que encontramos o sentido do existir. A indiferença e o conformismo levam as pessoas, especialmente os jovens, a desistirem da vida e se constituem em obstáculo à transformação das estruturas que ferem de morte a dignidade humana. As manifestações destes dias mostram que os brasileiros não estão dormindo em “berço esplêndido”.

O direito democrático a manifestações como estas deve ser sempre garantido pelo Estado. De todos espera-se o respeito à paz e à ordem. Nada justifica a violência, a destruição do patrimônio público e privado, o desrespeito e a agressão a pessoas e instituições, o cerceamento à liberdade de ir e vir, de pensar e agir diferente, que devem ser repudiados com veemência. Quando isso ocorre, negam-se os valores inerentes às manifestações, instalando-se uma incoerência corrosiva que leva ao descrédito.

Sejam estas manifestações fortalecimento da participação popular nos destinos de nosso país e prenúncio de novos tempos para todos. Que o clamor do povo seja ouvido!

Sobre todos invocamos a proteção de Nossa Senhora Aparecida e a bênção de Deus, que é justo e santo.

Brasília, 21 de junho de 2013

Cardeal Raymundo Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida
Presidente da CNBB

Dom José Belisário da Silva
Arcebispo de São Luís
Vice-presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário Geral da CNBB



Escrito por Pe. Carlos Alberto às 14h41
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Vem pra rua - por padre Orivaldo Robles

Terça-feira passada, dezessete e trinta, mais ou menos. Nariz pingando como torneira que não fecha, eu ia apressado à farmácia do canto da praça. Faz tempo, me deram um cartão da melhor idade. Melhor para quem? Para os laboratórios, com certeza. São os que lucram com nossas doenças. O cartão me dá pequeno desconto. Não posso desprezar; tomo uma batelada de remédios de uso contínuo.
Enquanto caminhava, eu ouvia o alto-falante convocando as pessoas para o início da manifestação. Lamentei a coriza e o mal-estar que sentia. Mais que isso, porém, lamentei não possuir a disposição de 1992, da caminhada pelo impeachment do presidente Collor. Naquela vez, saí às ruas no meio de uma multidão composta, em sua maioria, por adolescentes conhecidos como “caras pintadas”. Pintaram a minha também. Tempo bom. Não há setentão que não recorde com gosto a vida que levava há vinte anos. Desta vez, tomei direto o rumo de casa. Nas ruas, jovens risonhos – de novo, quase todos adolescentes – portavam cartazes pintados à mão. Riam e aprontavam todo o barulho que a hora e o lugar lhes permitiam.
Mais tarde, já em casa, um forte alarido de vozes invadiu minha sala. Que seria? Tentei desligar-me. Não consegui. O barulho não dava sinal de que ia parar. Larguei a nebulização que estava fazendo e me aproximei da janela. Onze andares abaixo, ocupando calçadas e o leito da rua, movia-se uma baita aglomeração de gente. Li, dia seguinte, que dez mil pessoas a compunham. Não sei quem contou. Não disponho de meios para conferir, então tenho que acreditar. Caminhavam ao som de apitos, de assobios, de buzinas dos veículos parados, de instrumentos de percussão e de vozes, que gritavam em comando: “Vem pra rua”! Visto do alto, era um bonito espetáculo. Assim, ao vivo, eu nunca tinha assistido. Permaneci encostado à janela pelo espaço de uma boa meia hora. Até que passaram todos, e os automóveis voltaram a se pôr em movimento.
Qual o motivo da grande manifestação? Não, por certo, só os vinte centavos de aumento na tarifa do transporte urbano. Isso foi a gota d’água. O povo já vinha, desde muito, com insuportável clamor entalado na garganta. Esperava apenas o momento de pôr para fora. Começando pela maior cidade do país, por todos os cantos, explodiu a indignação que, nos anos 80, Ulysses Guimarães chamara de “a voz rouca das ruas”. Rouca podia ser a voz dele, próximo dos 70 anos de idade. A das ruas era límpida e vibrante. Escutei-a sob a minha janela. Adolescentes, jovens e adultos davam, na verdade, um recado a todos os que detêm poder: “Cansamos de ser tratados como um bando de patetas. Basta de políticos corruptos e incompetentes. Parem de esbanjar o nosso dinheiro. De sucatear a Educação, a Saúde, a Infraestrutura, a Segurança, o Transporte... Exigimos um país decente. De vergonha na cara”. Com o ímpeto da idade, uma jovem do Rio de Janeiro depositou no cartaz a sua esperança: “Desculpe o transtorno. Estamos mudando o País”.

Há quem duvide. Quem veja nisso puro fogo de palha aceso por gente que sequer usa ônibus urbano ou trem de subúrbio. Quem sabe em que vai dar? Mas uma caminhada de mil quilômetros – ensina a sabedoria chinesa – começa pelo primeiro passo. Vai saber se não estamos assistindo ao despertar de um novo Brasil? De um Brasil disposto a se erguer do berço esplêndido? Brasil que cansou de ser um gigante deitado? 


Escrito por Pe. Carlos Alberto às 10h15
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Professores de Juazeiro do Norte terão salários reduzidos em até 40%

Aliny Gama
Do UOL, em Maceió

08/06/201321h02

  • Normando Sóracles/Agência Miséria

    Professora chora diante da aprovação da redução do salário dos professores em Juazeiro do Norte, no Ceará. O corte pode chegar a até 40%

    Professora chora diante da aprovação da redução do salário dos professores em Juazeiro do Norte, no Ceará. O corte pode chegar a até 40%

Os professores da rede municipal de Juazeiro do Norte (a 548 km de Fortaleza), no Ceará, terão seus salários reduzidos em até 40%, aumento na carga horária, além de outras mudanças regidas no PCCR (Plano de Cargos, Carreira e Remuneração), aprovado pela Câmara de Vereadores, apesar dos protestos na última quinta-feira (6).

A aprovação causou desespero e revolta nos professores que recebem o piso nacional de docentes estabelecido pelo MEC, no valor de R$ 1.567, além de gratificações, que totalizam o valor de R$ 2.193.

De acordo com o SSM (Sindicato dos Servidores Municipais), 2.000 professores devem ter os salários reduzidos em até R$ 650.

Devido à aprovação da reformulação do PCCR, o sindicato disse que todos os professores estão em greve por tempo indeterminado. De acordo com a presidente do sindicato, Mazé dos Santos, a greve não foi deflagrada ainda devido aos trâmites legais.

"Vamos respeitar o prazo de 72 horas para entrar em greve. O que não podemos é ficarmos calados. Vamos continuar os protestos", disse Santos em entrevista ao UOL.

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Veja quais são as 20 metas para a educação na década; PNE ainda não foi aprovado20 fotos

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Meta 17 - Valorização do professor: Equiparar o rendimento médio dos profissionais do magistério das redes públicas de educação básica ao dos demais profissionais com escolaridade equivalente, até o final do sexto ano de vigência do PNE Leia mais Peter Leone/futura Press

Ao final da votação dos vereadores, que foi de 12 votos a favor e quatro votos contra, os professores pegaram ovos para jogar nos políticos. Durante o tumulto, a PM (Polícia Militar) e guardas municipais usaram spray de pimenta para dispersar os manifestantes.

Os vereadores a favor dos professores e que votaram contra o projeto foram Cláudio Luz (PT), Glédson Bezerra (PTB), Rita Monteiro (PT do B) e Tarso Magno (PR). Eles informaram que vão debater a possibilidade de pedir anulação da sessão extraordinária.

A sessão foi tumultuada e até os vereadores discutiram com a mesa diretora. Luz discutiu com o presidente da Câmara de Vereadores, Antônio de Lunga (PSC).

Durante a votação os professores chegaram a mostrar pacotes de dinheiro e jogar no plenário notas para que os vereadores pegassem "porque eles são comprados", diziam em coro.

A sessão esquentou depois que três professores conseguiram invadir o plenário e foram retirados pela polícia. Os manifestantes gritavam palavras para agredir os vereadores, chamando-os de "ladrões", "bandidos", "quadrilha" e "vendidos".

A prefeitura de Juazeiro do Norte disse que o corte no salário dos professores foi necessário para se enquadrar na LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal) e reforçou que os valores pagos aos professores não fechava a folha de pagamento. O projeto foi enviado pelo prefeito Raimundo Macedo (PMDB).



Escrito por Pe. Carlos Alberto às 10h13
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Considerações sobre a nota do CFM a respeito do aborto

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cnbblogoO presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e Família da CNBB, dom João Carlos Petrini, divulgou nesta sexta-feira, 22 de março, algumas considerações a respeito de uma nota publicada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), que apoia o direito de aborto até a 12ª semana de gestação. A seguir, a íntegra da mensagem.

Brasília, 22 de março de 2013 
CEPVF Nº 0164/13

CONSIDERAÇÕES SOBRE A NOTA DO CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA A RESPEITO DO ABORTO

Causou surpresa à sociedade brasileira a decisão tomada pelo Conselho Federal de Medicina, durante o I Encontro Nacional dos Conselhos de Medicina, favorável à interrupção da gravidez até a 12ª semana, como prevê a proposta do novo Código Penal, em discussão no Senado Federal. As imediatas reações contrárias a esse posicionamento demonstram a preocupação dos que defendem a vida humana desde sua concepção até a morte natural. Merece, por isso, algumas considerações.

O drama vivido pela mulher por causa de uma gravidez indesejada ou por circunstâncias que lhe dificultam sustentar a gravidez pode levá-la ao desespero e à dolorosa decisão de abortar. No entanto, é um equívoco pensar que o aborto seja a solução.

Nossa civilização foi construída apostando não na morte, mas na vitória sobre a morte. Por isso a Igreja criou hospitais, leprosários, casas para acolher deficientes físicos e psíquicos. Recorde-se, em época recente, a figura das Bem-aventuradas Madre Teresa de Calcutá e Irmã Dulce dos pobres, bem como os milhares de pessoas que, quotidianamente, se dedicam a defender e promover a vida humana e sua dignidade.

As constituições dos principais países ocidentais apresentam uma perspectiva claramente favorável à vida. A Constituição Federal do Brasil, em seu artigo 1º, afirma que a República Federativa do Brasil tem como um de seus fundamentos a dignidade da pessoa humana. E, no seu artigo 5º, garante a inviolabilidade do direito à vida.

Ajuda a evitar o aborto a implantação de políticas públicas que criem formas de amparo às mulheres grávidas nas mais variadas situações de vulnerabilidade e de alto risco, de tal modo que cada mulher, mesmo em situações de grande fragilidade, possa dar à luz seu bebê. Esta solução é a melhor tanto para a criança, que tem sua vida preservada, quanto para a mulher, que fica realizada quando consegue ter condições para levar a gravidez até o fim, evitando o drama e o trauma do aborto.

O Conselho Federal de Medicina ao se manifestar favorável ao aborto até 12 semanas parece não ter levado em consideração todos os fatores que entram em jogo nas situações que se pretendem enfrentar. Sua decisão, que não contou com a unanimidade dos Conselhos Regionais, deixa uma mensagem inequívoca: quando alguém atrapalha, pode ser eliminado.

Para justificar sua posição, o CFM evoca a autonomia da mulher e do médico, ignorando completamente a criança em gestação. Esta não é um amontoado de células sem maior significado, mas um ser humano com uma identidade biológica bem definida; com um código genético próprio, diferente do DNA da mãe. Amparado no ventre materno, o nascituro não constitui um pedaço do corpo de sua genitora, mas é um ser humano vivo com sua individualidade. A esse respeito convergem declarações de geneticistas e biomédicos.

Todos esses fatores precisam ser considerados no complexo debate sobre o aborto, reconhecendo os direitos do nascituro, dentre os quais o direito inviolável à vida que vem em primeiro lugar.

Que os legisladores sejam capazes de considerar melhor todos os aspectos da questão em pauta e que seja possível um diálogo efetivo, com abertura para alargar o uso da razão. Deste modo, será possível legislar em favor do verdadeiro bem das mulheres e dos nascituros, e se consolidará o Estado democrático, republicano e laico, que tanto desejamos.

 

+ João Carlos Petrini
Bispo de Camaçari-BA
Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família/CNBB



Escrito por Pe. Carlos Alberto às 10h49
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Discurso do Papa Francisco aos representantes de outras religiões

Na íntegra

brasãoDISCURSO
Audiência com os representantes das Igrejas e das Comunidades eclesiais e de outras religiões
Sala Clementina do Palácio Apostólico
Quarta-feira, 20 de março de 2013

Boletim da Santa Sé
Tradução: Jéssica Marçal

Queridos irmãos e irmãs,

Antes de tudo agradeço de coração por aquilo que meu Irmão Andrea nos disse. Obrigado! Muito obrigado!

É motivo de particular alegria encontrar-me convosco hoje, Delegados das Igrejas Ortodoxas, das Igrejas Ortodoxas Orientais e das Comunidades eclesiais do Ocidente. Agradeço-vos por terem desejado participar da celebração que marcou o início do meu ministério de Bispo de Roma e Sucessor de Pedro.

Ontem pela manhã, durante a Santa Missa, através das vossas pessoas reconheci espiritualmente presentes as comunidades que vocês representam. Nesta manifestação de fé pareceu-me viver de maneira ainda mais urgente a oração pela unidade entre os que acreditam em Cristo e juntos para ver de algum modo prefigurada aquela plena realização, que depende do plano de Deus e da nossa leal colaboração.

Inicio o meu ministério apostólico durante este ano que o meu venerado predecessor, Bento XVI, com intuição verdadeiramente inspirada, proclamou para a Igreja católica Ano da Fé. Com esta iniciativa, que desejo continuar e espero que sirva de estímulo para o caminho de fé de todos, ele quis marcar o 50º aniversário do Concílio Vaticano II, propondo uma espécie de peregrinação através disso que para cada cristão representa o essencial: o relacionamento pessoal e transformante com Jesus Cristo, Filho de Deus, morto e ressuscitado para a nossa salvação. Propriamente no desejo de anunciar este tesouro perenemente válido da fé aos homens do nosso tempo, consiste o coração da mensagem conciliar.

Junto convosco não posso me esquecer de quanto aquele Concílio significou para o caminho ecumênico. Gosto de recordar as palavras que o beato João XXIII, de quem em breve lembraremos os 50 anos de sua morte, pronunciou no memorável discurso de inauguração: “A Igreja Católica considera seu dever trabalhar ativamente para que se cumpra o grande mistério daquela unidade que Cristo Jesus com ardentes orações pediu ao Pai Celeste na iminência do seu sacrifício; esse gozo de doce paz, sabendo estar intimamente unido a Cristo naquelas orações” (AAS 54 [1962], 793). Este Papa João.

Sim, queridos irmãos e irmãs em Cristo, sintamo-nos todos intimamente unidos à oração do nosso Salvador na Última Ceia, à sua invocação: ut unum sint. Peçamos ao Pai misericordioso viver em plenitude aquela fé que recebemos de presente no dia do nosso Batismo, e de poder dar testemunho livre, alegre e corajoso. Este será o nosso melhor serviço à causa da unidade entre os cristãos, um serviço de esperança para um mundo ainda marcado por divisões, por disputas e rivalidades. Mais seremos fiéis à sua vontade, nos pensamentos, nas palavras e nas obras, e mais caminharemos realmente e substancialmente para a unidade.

Da minha parte, desejo assegurar, na esteira dos meus Predecessores, a firme vontade de prosseguir no caminho do diálogo ecumênico e agradeço desde já ao Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, pela ajuda que continuará a oferecer, em meu nome, para esta nobríssima causa. Peço-vos, queridos irmãos e irmãs, para levar a minha cordial saudação e a segurança da minha lembrança no Senhor Jesus às Igrejas e Comunidades cristãs que aqui vocês representam e peço a vocês a caridade de uma especial oração pela minha pessoa, a fim de que possa ser um Pastor segundo o coração de Cristo.

E agora me dirijo a vocês, ilustres representantes do povo judeu, ao qual nos liga um vínculo espiritual muito especial, do momento que, como afirma o Concílio Vaticano II, “a Igreja de Cristo reconhece que o início da sua fé e da sua eleição se encontram já, segundo o mistério divino da salvação, nos patriarcas, em Moisés, e nos profetas” (Decr. Nostra aetate, 4). Agradeço-vos pela vossa presença e confio que, com a ajuda do Altíssimo, possamos prosseguir proveitosamente naquele fraterno diálogo que o Concílio desejava (cfr ibid.) e que efetivamente se realizou, trazendo não poucos frutos, especialmente ao longo dos últimos dez anos.

Saúdo então e agradeço cordialmente a todos vocês, queridos amigos pertencentes a outras tradições religiosas; em primeiro lugar os Muçulmanos, que adoram Deus único, vivente e misericordioso, e o invocam na oração, e a todos vocês. Aprecio muito a vossa presença: nessa vejo um sinal tangível da vontade de crescer na estima recíproca e na cooperação para o bem comum da humanidade.

A Igreja católica está consciente da importância que tem a promoção da amizade e do respeito entre homens e mulheres de diferentes tradições religiosas – isto eu quero repetir: promoção da amizade e do respeito entre homens e mulheres de diferentes tradições religiosas – o comprova o precioso trabalho que desenvolve o Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso. Essa está igualmente consciente da responsabilidade que todos temos para com este nosso mundo, para com toda a criação, que devemos amar e proteger. E nós podemos fazer muito pelo bem de quem é mais pobre, de quem é indefeso e de quem sofre, para favorecer a justiça, para promover a reconciliação, para constituir a paz. Mas, sobretudo, devemos manter viva no mundo a sede do absoluto, não permitindo que prevaleça uma visão da pessoa humana a uma só dimensão, segundo a qual o homem se reduz àquilo que produz e àquilo que consome: esta é uma das armadilhas mais perigosas para o nosso tempo.

Sabemos quanta violência produziu na história recente a tentativa de eliminar Deus e o divino do horizonte da humanidade, e sentimos o valor de testemunhar na nossa sociedade a originária abertura ao transcendente que é inerente ao coração do homem.  Nisso, sentimos próximos também todos aqueles homens e mulheres que, embora não se reconhecendo pertencentes a alguma tradição religiosa, sentem-se, todavia, em busca da verdade, da bondade e da beleza, esta verdade, bondade e beleza de Deus, e que são nossos preciosos aliados no empenho pela defesa da dignidade do homem, na construção de uma convivência pacífica entre povos e no cuidado especial com a criação.

Queridos amigos, obrigado ainda pela vossa presença. A todos ofereço a minha cordial e fraterna saudação



Escrito por Pe. Carlos Alberto às 09h49
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Os ritos: canto, pálio, anel, oração e promessa



Cidade do Vaticano (RV) – Antes do início da Missa de início de seu Pontificado, o Papa Francisco desceu ao túmulo de São Pedro, embaixo do altar da Confissão, na Basílica de São Pedro. Depois de se deter alguns minutos em oração, incensou o Trophaeum apostólico e se juntou à procissão de cardeais concelebrantes. 

À frente, estavam os diáconos levando o Pálio pastoral, o Anel do Pescador e o Evangelho. Quando a procissão chegou ao átrio da Basílica, ecoou o canto das 'Laudes regiae', que também faz parte da série de ritos específicos do início de um pontificado.

Já fora da Basílica, no altar da Praça São Pedro, o cardeal-protodiácono, Jean-Louis Tauran, impôs o Pálio (estola decorada com as cruzes do martírio); o cardeal protopresbítero Godfried Danneels, fez uma oração, e o cardeal decano Angelo Sodano entregou ao Pontífice o Anel do Pescador. Neste momento, seis cardeais, em nome de todo o Colégio Cardinalício, prestaram obediência ao Papa. 

Todos os cardeais, patriarcas e arcebispos maiores das Igrejas orientais católicas; o secretário do Conclave, Dom Lorenzo Baldisseri, e os padres Fr. Jose' Rodriguez Carballo e Alfonso Nicolas SJ, respectivamente presidente e vice-presidente da União dos Superiores Gerais, concelebraram com Francisco a sua primeira Missa como Papa. 
(CM)



Escrito por Pe. Carlos Alberto às 11h44
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"Jesus não despreza nem condena; só perdoa, sempre". O Papa comove a multidão em seu primeiro Angelus



Cidade do Vaticano (RV) – Uma multidão de pessoas, mais de 150 mil, lotaram a Praça São Pedro e todas as ruas vizinhas, para assistir e rezar junto com o Papa a sua primeira oração do Angelus. Às 12h deste domingo (8h de Brasília), Francisco apareceu na janela de seu apartamento para rezar e abençoar os fiéis, turistas e romanos.

Desde as primeiras horas do dia, o movimento já era grande. Toda a área foi interditada ao tráfico e ao estacionamento. Francisco fez um discurso informal, falando de improviso e apenas em italiano.

Ele saudou com as mãos e um grande sorriso, recebendo em troca aplausos e muito entusiasmo. A popularidade de Francisco tem aumentado a cada dia desde que se tornou, quarta-feira passada, o primeiro Papa latino-americano da história. Chegou ao balcão com o seu modo simples, os braços ao longo do corpo e a mão direita ao alto, saudando o povo. “Bom dia!” – foram as suas primeiras palavras.

Lembrando o episódio da mulher adúltera que Jesus salva da condenação, Francisco ressaltou o valor e a importância da misericórdia e do perdão nos dias de hoje: “Deus jamais se cansa de nos perdoar. Nós é que nos cansamos de pedir perdão. Temos de aprender a ser misericordiosos com todos”, afirmou.

Antes disso, Francisco disse que estava contente de estar com os fiéis domingo, “dia do Senhor, dia de se cumprimentar, de se encontrar e conversar, como aqui, agora, nesta Praça, uma praça que graças à mídia, é o tamanho do mundo!”. 

A propósito da leitura evangélica, Francisco encorajou os fiéis citou a atitude de Jesus, que não desprezou nem condenou a adúltera, mas disse apenas palavras de amor e misericórdia, que convidavam à conversão. 

“Vocês já pensaram na paciência que Deus tem com cada um de nós? É a sua misericórdia: Ele nos compreende, nos recebe, não se cansa de nos perdoar se soubermos voltar a Ele com o coração arrependido. É grande a misericórdia do Senhor!”. 

Dando andamento ao discurso, o Papa citou um livro lido nestes dias sobre a misericórdia, de autoria do Cardeal Walter Kasper, “um ótimo teólogo”. “O livro faz entender que a palavra ‘misericórdia’ muda tudo; torna o mundo menos frio e mais justo” – disse, ressalvando que com isso “não quer fazer publicidade ao livro do cardeal”. Depois, completou lembrando o Profeta Isaias, que afirma que “ser nossos pecados forem vermelhos escarlate, o amor de Deus os tornará brancos como a neve”. 

Sem ler um texto preparado, Francisco contou à multidão um fato de quando era bispo, em 1992, e uma senhora de mais de 80 anos, muito simples (uma ‘vovó’, ele disse, ndr) quis se confessar com ele. Diante de sua surpresa, a idosa lhe disse “Nós todos temos pecados! Se Deus não perdoasse tudo, o mundo não existiria...!”. De seu balcão, Francisco brincou com os fiéis arriscando que a senhora “havia estudado na Universidade Gregoriana de Roma”.

Telões foram montados em toda a área para transmitir as imagens do Papa, enquanto helicópteros sobrevoavam o centro de Roma, enquanto o Papa continuava seu discurso:

“É, o problema é que nós nos cansamos de pedir perdão a Deus. Invoquemos a intercessão de Nossa Senhora, que teve em seus braços a misericórdia de Deus em pessoa, no menino Jesus”. 

O bispo de Roma, que é argentino, lembrou ainda que as origens da sua família são italianas, sublinhando, no entanto, que “nós fazemos parte de uma família maior, a família da Igreja, que caminha unida no Evangelho”.

Despedindo-se dos fiéis, Francisco disse palavras ainda mais simples: “Bom domingo e bom almoço!”. 



Escrito por Pe. Carlos Alberto às 09h52
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Francisco, uma manhã de pároco



Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco chegou à Paróquia de Santa Ana, dentro da Cidade do Vaticano, pouco antes das 9h locais (5h de Brasília), para celebrar a missa deste domingo. Antes de entrar na pequena igreja, o Pontífice parou para cumprimentar a multidão que o aguardava do lado de fora. Apertou mãos, fez carinho nas crianças e trocou palavras com muitas pessoas.

Chegando perto da Porta Angélica, confim com a cidade de Roma, o Papa reconheceu dois sacerdotes argentinos que estavam em meio aos fiéis e os chamou para a missa. Francisco foi recebido pelo vigário para a Cidade do Vaticano, Cardeal Angelo Comastri. 

Sua homilia foi breve e tratou do episódio evangélico do perdão concedido por Jesus à mulher adúltera, por ele salva da lapidação com as palavras “Quem não tem pecado atire a primeira pedra”. 

“Digo humildemente – começou – para mim, a mensagem mais forte do Senhor é a misericórdia. Acredito que às vezes, nós somos como este povo, que por um lado, quer ouvir Jesus, mas por outro, gosta de criticar ou condenar os outros”.

O Papa disse que não é fácil entregar-se à misericórdia de Deus, porque é um abismo incompreensível; mas devemos fazê-lo! E garantiu que Jesus perdoa os pecados, tem a capacidade “de esquecer”, gosta se lhe contamos nossas coisas; beija, abraça e diz “Não te condeno; vai e não peque mais”. 

“Este é o único conselho que dá. E mesmo se voltarmos depois de um mês e lhe contarmos novos pecados, o Senhor não se cansará de perdoar: jamais. Somos nós que nos cansamos de Lhe pedir perdão. Pedimos a graça de não nos cansarmos de pedir perdão” – encerrou. 

Antes de terminar a missa, o Papa Francisco interrompeu por alguns momentos a celebração para homenagear um jovem missionário. 

Foi ao microfone e disse que dentre os fiéis, alguns não eram membros da paróquia, mas que “hoje são como paroquianos”:

“Quero lhes apresentar um padre que trabalha com meninos de rua, com os abandonados. Fez muito por eles, como uma escola que restitui dignidade aos meninos e meninas da rua, que agora, amam Jesus. E pediu a Gonsalvo que fosse ao altar para cumprimentar todos. O padre trabalha no Uruguai, onde fundou a escola João Paulo II. 

Ao encerrar a missa, o Papa saiu e apertou as mãos de todos, um por um, abraçando a falando com mais intimidade com alguns. 
(CM)



Escrito por Pe. Carlos Alberto às 09h47
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